30 de abril: parabéns para você, cidadão da Baixada!

No último dia 30 de abril, diferentes manifestações e eventos celebraram o Dia da Baixada Fluminense. E o Instituto Interdisciplinar Rio Carioca estava lá!

Em Magé, a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária promoveu uma série de ações pela revitalização da ferrovia Mauá-Petrópolis. Entre elas, a fundação do Instituto Pro-Mauá Sustentável, idealizado pelos especialistas do IIRC.

“Somos também responsáveis pela primeira edificação sustentável com padrões para reconhecimento internacional da Baixada Fluminense”, lembra o diretor de Desenvolvimento Sustentável Marcus Lopes, referindo-se á futura sede do Observatório Sócio-Ambiental que está sendo construí­da na Praia de Mauá.

Seguindo viagem, atividades culturais atraíram dezenas de crianças, entre outros públicos, ao palanque montado pela prefeitura de Duque de Caxias, em Xerém.

A última parada foi em Belford Roxo, no Instituto de Arqueologia do Brasil, que realizou uma série de atividades educativas, voltadas para estudantes: exposições de peças arqueológicas, comidas típicas, apresentações de danças, entre outros.
“Foi um dia de comemoração. Foi um dia de bater palma para o povo da Baixada”, diz, orgulhoso, o nilopolitano Marcus Lopes.

 

Obra pioneira em todo o estado tem sede em Mauá

Antigo hotel-pousada Jangadeiros da Praia do Anil está sendo reformado e vai se tornar primeiro prédio sustentável da região. O objetivo é a instalação de observatório sócio-ambiental

O estado do Rio de Janeiro vai ganhar o primeiro edifício sustentável a atender os critérios para certificação pela Etiqueta Nacional de Eficiência Energética de Edificações (ENCE), da Eletrobrás. E o local escolhido é a Praia do Anil, em Mauá. Trata-se de um antigo hotel-pousada  que vai se tornar a primeira obra de construção civil sustentável da região. O projeto é do Instituto Interdisciplinar Rio Carioca (IIRC) que pretende instalar, na estrutura, um observatório sócio-ambiental para analisar os resultados e os impactos do conjunto de intervenções previstas para a região de Magé: a implementação do Comperj, a revitalização da Ferrovia Mauá-Petrópolis e a limpeza do trecho correspondente da Baía de Guanabara.

Esperamos, com esse projeto, valorizar a população e o município, escolhido para a realização de uma obra pioneira no estado do Rio de Janeiro. Assim como revitalizar aspectos econômicos, sociais e ambientais da região”, destaca o diretor de Desenvolvimento Sustentável do IIRC, Marcus Lopes, cuja família era proprietária do antigo hotel. A previsão de finalização das obras é de seis meses. O observatório vai avaliar até mesmo a aplicabilidade dos benefícios da construção do próprio prédio.

Edifício sustentável: o que muda na construção

A obra privilegia materiais inofensivos ao meio ambiente e preocupa-se com o uso racional dos recursos naturais. Será implementado, por exemplo, um sistema de reaproveitamento de água para ser destinada a regagem de plantas, limpeza em geral ou abastecimento do vaso sanitário; a energia elétrica, assim como a energia para aquecimento da água, vai vir do sol, através da implementação de placas térmicas e fotovoltaicas. O aço, cuja fabricação é grande agente poluente da atmosfera, dá lugar as alvenarias autoportantes, que substituem vigas e pilares e ainda ajudam a reduzir em cerca de 40% o tempo de execução da obra.

Prioriza-se ainda a aplicação de materiais renováveis como bambu, palha, madeira certificada, tijolo cerâmico ecológico. Como também a adoção de tecnologias de alto desempenho como vidros refletivos e brises para sombreamento das janelas e demais aberturas transparentes. E ainda técnicas tradicionais como enverdecimento (plantio) de lages e jardins suspensos. “A ideia é tornar o edifício confortável termicamente usando materiais e técnicas que evitam ou reduzem o uso de ar condicionado, que demanda gasto excessivo de energia. É bom lembrar que para Mauá, que não dispõe de saneamento básico, abastecimento de água e disposição de esgotos,falar emsoluções sustentáveis ou amigas do meio ambiente inclui o tratamento do esgoto sanitário, com a instalação de sistema de fossa completo dentro do terreno, evitando, desta forma, a contaminação do solo e águas subterrâneas”, explica a arquiteta Regina Frutuoso Teixeira, responsável pelo planejamento do projeto de edificação sustentável e pelo processo de etiquetagem.

Observação e Ação

Inovadora e pioneira no estado, a obra tem um objetivo maior: abrigar o observatório sócio-ambiental do Instituto Interdisciplinar Rio Carioca que, além de observar, pretende agir. “Através deste projeto queremos estimular o turismo ambiental e a economia local, com o incentivo à pesca e criação de camarão e caranguejo. Assim como a integração com as entidades de ensino e pesquisa e favorecer a estruturação de cooperativas. Queremos atuar beneficamente na região e possibilitar que a população usufrua dos potenciais sócio-econômicos da mesma”, explica a Presidente do IIRC, Lucimar Fernandes.

O repertório de ações inclui mecanismos para promoção da inclusão digital e a educação ambiental. O projeto abrange, por exemplo, a distribuição de uma cartilha que vai orientar os moradores a agredir menos o meio ambiente através de atitudes simples.
(16/03/2010)


_.Equipe IIRC: obras em Mauá já foram iniciadas


As belezas naturais da Baixada Fluminense
escondidas a sete chaves



A Baixada Fluminense, conhecida por suas ferrovias, tem atraído olhares de muitas pessoas que não conheciam a vastidão de recursos naturais que a região oferece. Em meio a um crescimento urbano acelerado, a área consegue preservar o verde existente nos municípios que a compõem, chamando a atenção de muitos pesquisadores e turistas.

Em Tinguá, existe uma reserva biológica que é procurada por mais de 50 mil pessoas, ao mês, interessadas em ver a paisagem, que ocupa seis municípios. Sua maior parte fica em Nova Iguaçu. A riqueza da fauna e da flora no local é ameaçada por caçadores que matam animais silvestres para exportação. Mas isso não inibe os visitantes.

Os admiradores da natureza também podem visitar a Serra do Mendanha, um trecho de Mata Atlântica extenso que abrange a cidade do Rio de Janeiro e passa por Nova Iguaçu e Mesquita. Nessas redondezas se encontra uma cachoeira de águas cristalinas e um vulcão inativo chamado “Chaminé do Lamego”, que também virou ponto turístico.

O município de Guapimirim é outra localidade que desperta o interesse dos turistas com suas belezas naturais. Em sua Área de Proteção Ambiental (Apa) estão os manguezais mais preservados do estado. Eles formam o chamado Pantanal Fluminense. O Parque de Nova Iguaçu, o primeiro geoparque do Rio de Janeiro, também é aberto ao público, que pode usufruir de uma extensa área verde.

Mesmo que sejam numerosas as matas preservadas na Baixada, o cuidado tem que ser constante. As Apas de Gericinó, em Nilópolis, e do Morro do Pau Branco, em São João de Meriti, são prova disso. Tais regiões têm despertado o interesse imobiliário e da construção civil, que especulam a construção de loteamentos. Caso tenha seguimento, a destruição destas áreas vai desfavorecer os moradores das redondezas. Ela, porém, pode ser evitada, através de uma administração mais presente, por parte dos órgãos públicos responsáveis.

Muitos não sabem que há tantas belezas naturais à margem do estado, mas os cenários ecológicos têm sido refúgio para aqueles que descobriram que a natureza é a principal personagem da região.

 

 
 

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